Em João 7.39, depois que Jesus fala que rios de água viva flui¬rão do interior de todo aquele que nele crê, segundo a Escritura, ele deixa claro que o Espírito ainda não tinha sido dado, porque Jesus ainda não tinha sido glorificado, ou seja, ainda não estava no trono de sua glória. Uma única coisa nos impede de receber a plenitude do Espírito Santo: é Jesus não estar no trono da nossa vida. Quando Je¬sus sobe ao trono da nossa vida, o Espírito desce sobre nós abundan¬temente, poderosamente. Mas, muitas vezes, outras coisas estão ocu¬pando esse lugar. Pedimos a plenitude e o enchimento do Espírito, mas estamos entupidos de pecado. Muitas vezes, somos como os po¬ços que Isaque cavou na terra dos filisteus. Ali havia água boa, límpida, mas os filisteus entulharam seus poços de terra, e a água parou de jorrar. Se queremos ver jorrar de dentro de nós uma fonte que saltará para a vida eterna, se queremos experimentar os rios de água viva fluindo do nosso interior, precisamos remover de dentro de nós todo o entulho do pecado e todo o lixo da impureza. Antes de Elias subir ao cume do monte Carmelo, ele mandou retirar do caminho de Israel os profetas de Baal e os profetas do poste-ídolo. Antes de descer a chuva, Baal precisa ser retirado. Antes de cair o fogo, o altar precisa ser restaurado. Antes de Jacó subir para Betei, Deus lhe ordenou que jogasse fora os ídolos, lavasse as mãos e purificasse as vestes. A água só cai sobre o sedento. As torrentes só descem sobre a terra seca. O Espírito só é derramado sobre aqueles que ousam acertar sua vida com Deus.
Vejo no profeta Elias um modelo inspirador para nos guiar a essa busca incessante, incansável, vigilante e importuna do poder do céu. Ele viveu num tempo de crise e apostasia. Mas a marca distintiva de sua vida foi viver na presença de Deus, experimentar o cuidado de Deus e ser usado pelo poder do Alto. No cume do monte Carmelo ele desafiou os profetas de Baal, zombou deles e de seu deus impotente. Chamou para si a multidão apóstata, restaurou o altar e invocou a Deus. O fogo de Deus caiu do céu, e o povo caiu de joelhos diante do Senhor. Mas Elias não se contentou em apenas mostrar ao povo o poder de Deus. Elias quis buscar tempos de restauração para o povo. Reinava fome na terra. A seca de três anos e meio havia devastado tudo em Israel e deixado um rastro de morte. Elias, então, mesmo sendo homem semelhante a nós, bombardeou o céu para que as tor¬rentes de Deus descessem e inundassem a terra de vida. Nessa escala¬da, ele deu seis passos decisivos antes que a bênção chegasse. Primei¬ro, ele ouviu o ruído de abundantes chuvas - O céu estava claro, não havia nenhum vestígio de chuva, mas pela fé ele anteviu a proximida¬de da chuva. Ele não andava guiado pelas circunstâncias. Vivia pela fé. Ele creu incondicionalmente na promessa de Deus de enviar chu¬va sobre a terra. Segundo, ele subiu ao cume do monte Carmelo -Subir exige esforço. Para subir, não se pode carregar peso inútil. Elias estava determinado a subir à presença de Deus. Caminhava na dire¬ção da bênção. Terceiro, ele se encurvou e meteu o seu rosto entre os joelhos - Elias não subiu para olhar os outros de cima para baixo, para ficar de salto alto perto dos outros. Não subiu para jogar pedra nos outros lá de cima. Ele subiu para se encurvar, para se humilhar, para derramar sua alma diante de Deus. O caminho da vitória passa pela porta da humilhação. Quarto, ele orou - Elias não subiu para trombetear suas qualidades e as misérias do povo. Ele subiu para buscar a face de Deus. Deus não busca críticos, mas intercessores, pessoas que se co¬loquem na brecha em favor do seu povo. Deus não procura apenas quem aponte os erros do povo, mas quem clame e chore por esse povo. Quinto, Elias perseverou em oração - ele não desistiu de orar, porque seu pedido não foi deferido da primeira até a sexta vez. Ele continuou orando até que, na sétima vez, algo aconteceu. Se quere¬mos um avivamento para a nossa vida, nossa igreja e nossa nação, precisamos perseverar na oração. Precisamos ter fé para não desistir no meio do caminho, para não arrear as armas no limiar da bênção. Em sexto e último lugar, Elias viu um pequeno sinal e creu - Para quem vive na presença de Deus e tem o coração alimentado pela fé, um pequeno sinal representa uma grande resposta e desemboca numa bênção abundante. Elias creu, e a chuva chegou. Elias creu, e as tor¬rentes desceram. Elias creu, e Israel soube que só Deus pode abrir as comportas do céu.
O, precisamos confrontar o pecado e restaurar o altar da nossa vida para que o fogo purificador de Deus inflame nosso coração! Pre¬cisamos subir à presença de Deus com humildade e orar até que tem¬pos de restauração da parte do Senhor venham sobre nós!
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